
Julieli Mentz da Silva conta que na noite da fatalidade, minutos antes do ocorrido, o marido estava brincando com o menino. Devido ao fato de acordar cedo todos os dias para trabalhar, resolveu tirar um cochilo. Conforme Julieli, enquanto cozinhava sua irmã, que é cadeirante, observava o menino. “Fui correndo para o banheiro e meu nenê estava ainda no quarto. Quando eu saí, falei para minha irmã que eles estão gritando lá fora, tá dando briga. Fui olhar na sacada, não era briga, era meu nenê atirado. Peguei ele nos braços e corri para o hospital”, conta.
“Se o motorista tivesse prestado socorro acho que ele poderia estar vivo”, disse a mãe da criança. Segundo ela, no momento em que chegaram no hospital a criança teve a última parada cardíaca. “Não não sou culpada, também não culpo o motorista pelo acidente, mas por ele não ter socorrido meu filho sim”, disse.
A jovem desabafou sobre a dor de perder um filho e, ainda, ouvir comentários denegrindo os familiares. “Botem a mão na consciência e pensem antes de querer julgar. Se não viram nada não devem julgar ninguém”, pondera.
Através de câmeras de vigilância a polícia tenta descobrir o modelo do carro e através disso chegar ao motorista que conduzia o veículo e não parou no local.
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