Quinta, 30 de Julho de 2026
Publicidade

Misterioso poço no Iêmen impressiona geólogos

Local atrai diversas teorias e histórias e moradores da região têm medo da cratera. Especialistas não sabem o que existe lá dentro

Por: Redação Acontece no RS Fonte: R7 -
21/06/2021 às 12h25
Misterioso poço no Iêmen impressiona geólogos
Foto: Reprodução

Uma maravilha natural do leste do Iêmen cercada de mistério, de histórias de demônios e de espíritos maléficos, o buraco de Barhout, conhecido como o "poço do inferno", fascina os geólogos

Continua após a publicidade

A cerca de 1.300 km ao leste da capital Sanaa, perto da fronteira com Omã, esta cratera gigante localizada no deserto da província de Al-Mahra tem 30 metros de largura e entre 100 e 250 metros de profundidade

Continua após a publicidade

Segundo as lendas locais, foi criado para servir como prisão dos demônios, uma superstição reforçada pelo cheiro desagradável que emana de suas profundezas. Os responsáveis iemenitas afirmam desconhecer o que se encontra lá dentro

Continua após a publicidade

"É muito profundo. Nunca alcançamos o fundo deste poço, porque tem pouco oxigênio e nenhuma ventilação", afirmou Salah Babhair, diretor-geral da autoridade local encarregado do estudo geológico e de recursos minerais

"Fomos visitar o local e entramos no poço. Chegamos a uma profundidade de mais de 50-60 metros e notamos coisas estranhas no interior", relata Babhair. "Também sentimos um aroma raro.. é muito misterioso", continua o especialista

A luz do sol quase não penetra o buraco e não se pode ver muito da borda, exceto as aves que entram e saem das profundezas. Segundo a superstição local, os objetos próximos ao buraco são sugados para dentro dele

O poço tem "milhões e milhões" de anos. "Esses lugares precisam de mais estudos e pesquisas", destaca Babhair

Ao longo dos séculos, várias histórias circularam sobre os "djins", espíritos geralmente malignos que viveriam no poço, ou sobre a ideia de o poço ser uma ameaça para a vida na terra. Devido ao medo da maldição, muitos habitantes da região não se aproximam do buraco e, inclusive, evitam falar sobre ele