Quinta, 30 de Julho de 2026
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Ceará pelo Clima: Economia circular pode transformar lixo em geração de emprego e renda

Brasil produz cerca de 80 milhões de toneladas todo ano, descartando 30 milhões de forma inadequada No Seminário “Ceará pelo Clima”, realizado pela...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Secom Ceará
19/06/2024 às 16h00
Ceará pelo Clima: Economia circular pode transformar lixo em geração de emprego e renda
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Brasil produz cerca de 80 milhões de toneladas todo ano, descartando 30 milhões de forma inadequada

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No Seminário “Ceará pelo Clima”, realizado pela Secretaria do Meio Ambiente, no Centro de Eventos, a primeira palestra da tarde do dia 18 foi sobreResíduos e Economia Circular – Implementando a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O mediador foi Rodrigo Sabatini, presidente do Instituto Lixo Zero, especialista em inovação, sustentabilidade e gestão de comunidades. Na sua fala introdutória, afirmou: “nesse momento, além do governo, o que vai fazer a diferença é a consciência de cada um. E é preciso um acordo entre todos: consumidores, produtores, governo. Nossa pergunta básica: se você não é pelo lixo zero, por quanto lixo você é? Ou seja não existe outra alternativa”.

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O eixo debatido nesta palestra teve como o objetivo aprofundar conhecimentos sobre as ferramentas de planejamento e execução da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Afinal, a geração de resíduos tornou-se, nas últimas décadas, um dos problemas centrais em termos de planejamento urbano e gestão pública em praticamente todas as cidades do mundo.

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Foto: Reprodução/Secom Ceará
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O primeiro palestrante foi Dione Manetti, presidente do Instituto Pragma e CEO da Pragma Soluções Sustentáveis. Bacharel em Direito, atua há mais de 20 anos com o desenvolvimento e implementação de projetos e na área de gestão de resíduos, especialmente nos temas da reciclagem, logística reversa e economia circular. Coordenou o fechamento do lixão de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, considerado o maior da América Latina, em 2012. Ele levantou graves problemas no Brasil, como a carência de dados. Mas sabe-se que o Brasil produz 80 milhões de toneladas todo ano. 30 milhões são descartados de forma inadequada.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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“Não tem micro solução para um problema deste tamanho. Há um passivo de R$ 30 bilhões que poderiam ser aproveitados na nossa economia. Além disso, temos também o lixo orgânico, que produz metano, o segundo gás mais efetivo para a proliferação do efeito estufa”, informou. Segundo ele, até 2050, a previsão é de um aumento de 70% do lixo produzido no mundo. 30 países geram 80% do lixo do mundo e o Brasil é o 5o em geração de resíduos. “Precisamos de uma mudança cultura e parar de consumir produtos com obsolescência programada. Há modelos de implementação da logística reversa previstos no Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Uma das metas é de, até 2040, ter 50% das embalagens das empresas recicladas”.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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O segundo expositor foi José Valverde Machado, mestre em Direito Ambiental e especialista em Segurança Alimentar e Nutricional.
“O Ceará dá um grande exemplo para o país realizando um evento deste porte. Os resíduos oferecem oportunidades de crescimento econômico, por meio da economia circular. A indústria precisa assumir a responsabilidade pela geração dos seus resíduos, inclusive lucrando com isso”, anunciou. Valverde também adiantou que a política nacional de resíduos sólidos “é uma boa lei e precisa ser aplicada, mais do que ser alterada”. Para ela, o que deve ser prioridade é acabar com os lixões, que colaboram para emissão de gases de efeito estufa. E isso passa pela regionalização e criação de consórcios. “E o governo deve ser o grande comprador destes resíduos e incentivar estas iniciativas”, apostou.

Em seguida, foi a vez de Rebeca Wermont, Sócia Head da Yby Soluções Sustentáveis, idealizadora da Verdear Eventos + Sustentáveis. Consultora e Auditora do programa Lixo Zero (ZWIA) e embaixadora do Instituto Lixo Zero Brasil. “Estou aqui representando as mulheres, as mais atingidas pelas mudanças climáticas. É impossível falar de resíduos sólidos sem falar em catadores. Eu atuo em parceria com a Rede Nacional de Catadores. E não enxergo uma evolução da política de resíduos se não houver um forte apoio a estes trabalhadores e trabalhadoras”.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
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