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Dona de lojas no RS faz bazar com roupas atingidas pela enchente para conseguir recuperar os negócios

Deise Molina teve duas lojas afetadas em Eldorado do Sul (RS). As peças foram higienizadas, e os espaços físicos ainda estão em processo de restauração.

08/06/2024 às 18h45
Por: Redação Acontece no RS Fonte: Revista PEGN
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Empreendedora gastou R$ 7 mil apenas com lavagem de roupas - Foto: Reprodução
Empreendedora gastou R$ 7 mil apenas com lavagem de roupas - Foto: Reprodução

As lojas de roupa de Deise Molina, 31 anos, são duas entre os milhares de empreendimentos afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul. Para tentar recuperar parte do prejuízo, a empresária decidiu higienizar as peças que acreditava que ainda poderiam ser recuperadas para revender em um bazar. O processo de restauração das roupas e das lojas está sendo compartilhado nas redes sociais, e vem chamando atenção de usuários de todo o Brasil.

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A empresária abriu sua primeira loja física, a In Closet Store, de moda feminina, em julho de 2019. Três anos depois, inaugurou seu segundo estabelecimento, a Unique, de moda masculina. Antes de fundar as marcas, ela já havia trabalhado como sacoleira para complementar a renda.

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De acordo com a empreendedora, a In Closet Store já enfrentou problemas com chuvas em novembro do ano passado, quando a água subiu cerca de 40 cm dentro da loja. “Tivemos de fechar alguns dias para poder limpar, mas, como a água ficou baixa, só perdemos alguns móveis de madeira, coisas um pouco mais simples, e não atingiu as roupas”, conta.

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Em maio deste ano, quando Molina retornou às lojas, cerca de 20 dias após o início das enchentes, viu que as duas unidades tinham sido inteiramente impactadas, dos estoques à integridade física dos espaços. Segundo a empreendedora, as piores consequências foram na loja de moda feminina.

“No primeiro momento que conseguimos acessar a rua, a água ainda estava um pouco acima do joelho, os vidros estavam quebrados e conseguíamos olhar pelas grades. Já estava muito ruim. Depois disso, ainda tivemos um segundo aumento de água. O que já estava ruim, piorou. A loja era toda revestida de placas de gesso, então algumas partes caíram, simplesmente se desmancharam”, lembra Molina.

Em razão do estado da estrutura física da In Closet Store, a empreendedora optou por deixar o local e escolher um novo espaço para recomeçar a loja. Já a Unique, de moda masculina, enfrentou impactos menos severos. De acordo com a empresária, foi necessário descartar o piso de grama sintética, mas os principais aspectos de infraestrutura puderam ser recuperados após higienização.

Com todo o estoque de roupas, calçados e assessórios das duas lojas impactado pela água, Molina decidiu higienizar as peças para vender em um bazar. “Não tínhamos muita opção, ou vendíamos as peças como fosse possível, ou entraríamos em muitos empréstimos”, aponta.

Ao todo, foram 1.432 peças de roupas enviadas para a lavanderia, além de tênis, mochilas e assessórios que foram higienizados pela própria empreendedora, com a ajuda de amigos e familiares. Com a única lavanderia da cidade fechada em razão das enchentes, Molina recorreu a estabelecimentos de um município vizinho.

Depois de enfrentar dificuldades com a higienização em lavanderias 24 horas, que dependiam que alguém da loja acompanhasse o processo, a empresária decidiu enviar todas as roupas para uma lavanderia industrial, com a qual desembolsou R$ 7 mil.

O bazar, que deve acontecer nas próprias lojas – a Unique restaurada e a In Closet Store em uma nova unidade –, está previsto para começar nos próximos finais de semana. As peças serão vendidas com descontos de 40% a 70% em relação ao preço de venda original, a depender da condição do item.

“Algumas peças ficaram ótimas, parecem realmente novas. Outras, que devem ter passado mais tempo de baixo d’água, não estão 100%. Mas, em geral, conseguimos reaproveitar a maioria das coisas”, afirma Molina.

A expectativa é que as vendas gerem capital suficiente para cobrir o custo de restauração e para que uma nova remessa de itens seja comprada do fornecedor. Apesar da priorização das vendas presenciais, a empreendedora indica que a comercialização online para outros estados será uma nova aposta das lojas, que antes limitavam o atendimento para o público local.

Segundo Molina, desde que começou a compartilhar a jornada de recuperação das lojas nas redes sociais, usuários de diferentes partes do Brasil vêm demonstrando interesse na marca. Para ela, será uma oportunidade de recomeçar o negócio ampliando a base de consumidores.

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