
O bairro Mathias Velho, um dos mais atingidos pelas enchentes em Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre, está seco, segundo a prefeitura. Esta é a primeira vez que a região fica livre das águas desde o início da inundação que assolou o Rio Grande do Sul.
A tragédia deixou um rastro de destruição e prejudicou 44% da população de Canoas. O município está entre as cidades mais afetadas pela tragédia, atrás apenas de Eldorado do Sul, que teve 80,8% da população atingida, e Muçum, com 66,3%, de acordo com informações divulgadas pelo governo estadual na última quinta-feira (30).
Contudo, Canoas lidera como a cidade com mais óbitos confirmados no estado. Segundo boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual na manhã deste domingo (2), o município tem 30 mortes confirmadas.
A tragédia climática matou 172 pessoas, deixando 42 desaparecidas, 806 feridas e mais de 617,4 mil fora de casa. Cidades foram devastadas: 475, de um total de 497, sofreram algum tipo de dano. O estado soma bilhões de reais em prejuízos.
Canoas tem trabalhado para drenar as áreas alagadas. Com mais de 50 bombas operando na retirada de água do município, quatro bombas "mais potentes" foram instaladas no bairro Mathias Velho na sexta-feira (31), informou a prefeitura.
Essas bombas, fornecidas pela Sabesp, são capazes de, juntas, retirar 10 mil litros de água por segundo.