Quinta, 30 de Julho de 2026
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Governo Leite acerta construção de cinco centros provisórios para receber desabrigados em Porto Alegre e Canoas

Sistema Fecomércio vai bancar instalação das estruturas, que são versões compactas de cidades temporárias.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: GAÚCHA ZH
01/06/2024 às 10h50
Governo Leite acerta construção de cinco centros provisórios para receber desabrigados em Porto Alegre e Canoas
Espaço no Porto Seco receberá 550 pessoas. Marcelo Viola / Prefeitura Municipal de Porto Alegre

O governo estadual anunciou nesta sexta-feira (31) a construção de cinco estruturas provisórias para receber desabrigados pela enchente. Serão três centros humanitários de acolhimento (CHAs) em Porto Alegre e dois em Canoas, na Região Metropolitana. Esses locais são versões compactas das chamadas "cidades temporárias" que estavam nos planos do Palácio Piratini.

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Juntos, os pavilhões terão capacidade para receber até 3,8 mil pessoas. Além de dormitórios, haverá banheiros, cozinha, refeitório, lavanderia, brinquedoteca, posto de saúde e espaços para animais de estimação.

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Onde ficarão os centros provisórios

Na Capital, as unidades serão no complexo Porto Seco (para 550 pessoas), no centro de eventos Ervino Besson (550 pessoas) e no Centro Vida (de 800 a mil pessoas).

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Em Canoas, as sedes serão no Centro Olímpico Municipal (800 a mil pessoas) e em uma área próxima à Refinaria Alberto Pasqualini (740 pessoas). Neste último, serão instaladas casas modulares enviadas pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur), e o governo precisará apenas acrescentar estruturas de uso coletivo.

Nesta sexta, o governador Eduardo Leite e o presidente do sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn, assinaram termo de cooperação em que a entidade se compromete a bancar a contratação da empresa que fornecerá as estruturas temporárias, que também fará a instalação e a manutenção.

O governo estima que, depois da contratação, levará cerca de 20 dias para a montagem e a abertura dos abrigos. A gestão dos espaços será da Organização Internacional para as Migrações (OIM), integrante da Organização das Nações Unidas (ONU).

Os espaços provisórios vão substituir alojamentos improvisados, instalados em locais como ginásios e escolas, por locais com melhor infraestrutura até a construção de moradias definitivas.

Atualmente, há cerca de 40 mil desabrigados em todo o Rio Grande do Sul. Esse número tem caído em razão do retorno das pessoas às suas residências ou pela adoção de políticas como o aluguel social ou a estadia solidária em casas de parentes.

O governo estima que, quando inaugurados, os centros de acolhimento serão suficientes para atender todos os desabrigados de Porto Alegre e Canoas. Estruturas semelhantes foram oferecidas a Guaíba e São Leopoldo, mas as tratativas com essas prefeituras não avançaram.