Quinta, 30 de Julho de 2026
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Três advogados desistem de defender Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Três advogados desistem de defender Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Por: Redação Acontece no RS Fonte: R7
14/08/2023 às 08h03
Três advogados desistem de defender Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Três advogados desistiram de fazer a defesa do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL). Bernardo Lobo Muniz Fenelon, Bruno Tadeu Buonicore e Raíssa Frida Isac vinham trabalhando para Cid desde maio, quando a Polícia Federal o prendeu. O R7 confirmou, neste domingo, a informação do desfalque no time que defendia o militar.

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Esta é a segunda “troca” de advogados no caso de Mauro Cid desde que a prisão. Uma semana após ele ter sido detido, em 3 de maio, o advogado Rodrigo Roca abandonou o caso, sendo substituído por Fenelon.

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Mauro Cid está preso por falsificação de cartões de vacinação. Em maio, a Polícia Federal descobriu que o militar havia fraudado os cartões de vacina de Jair Bolsonaro, da filha adolescente do ex-presidente e de outras pessoas do entorno dele.

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No entanto, os desdobramentos da investigação revelaram que Mauro Cid também participou de outros escândalos, como no caso do sumiço das joias sauditas, que culminou na Operação Lucas 12:2, deflagrada pela Polícia Federal na última sexta-feira. A ação investiga a tentativa de venda ilegal de presentes entregues ao ex-presidente Jair Bolsonaro por outros países.

Nesse caso, além do ex-ajudante de ordens, também são investigados o pai de Mauro Cid, o general Mauro Lourena Cid, o tenente do Exército Osmar Crivelatti e o advogado da família Bolsonaro Frederick Wassef. Eles são suspeitos de negociar e vender joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente.

De acordo com a PF, o grupo se valeu da “estrutura do Estado brasileiro para desviar bens de alto valor patrimonial, entregues por autoridades estrangeiras em missões oficiais a representantes do Estado, por meio da venda desses itens no exterior”.

As quantias obtidas com essas operações “ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados por meio de pessoas interpostas e sem usar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, a localização e a propriedade dos valores”. A Polícia Federal não informou o valor supostamente obtido com a venda das joias e dos presentes.