
Por: Rafaela Ribeiro
Ao longo de toda a semana, pais e familiares podem prestigiar seus filhos e amigos que frequentam o curso de caratê em unidades do PIC e Cafe a cerimônia de troca de faixas, que representa a evolução para uma nova etapa na aprendizagem da arte marcial. Na segunda-feira (26) foi a vez dos caratecas do Cafe Dr. Sergio Mainente. Noventa alunos participaram da ação que ao todo recebeu cento e cinquenta pessoas entre pais e atletas.
Durante a cerimônia, os alunos são avaliados de forma prática com a apresentação de uma sequência de golpes (kihon) e defesas (kata), além do exame teórico, através de uma chamada oral, em que eles devem responder questões sobre a prática do esporte. As avaliações, tanto práticas quanto teóricas, são realizadas pelo professor Alexandre Daniel Spacassassi, com auxílio de alunos graduados.
“O caratê shotokan, estilo ensinado aqui na unidade, possui oito faixas, sendo elas a branca, amarela, vermelha, laranja, verde, roxa, marrom e preta. ”, explica o professor.
Segundo a diretora da unidade Maria Creusa Rocha dos Santos, a cerimônia costuma acontecer duas vezes ao ano nos meses de junho e novembro, após os festivais de caratê que são realizados nas unidades. “A participação dos pais neste tipo de cerimônia é fundamental para os alunos. O envolvimento deles tanto durante a cerimônia, quanto no dia a dia, se torna um incentivo para que se desenvolvam mais e mais no esporte”.
Além do Cafe Dr. Sergio Mainente, a cerimônia de troca de faixas acontece também nas aulas do caratê de outras unidades do Programa de Integração e Cidadania (PIC) e do Centro de Apoio à Família do Educando (Cafe).
Para Thissiane Ziata, que acompanhou a evolução da sua filha, Lorena, no esporte, a troca de faixas é um momento ainda mais emocionante. “Para quem é pai, acompanhar cada etapa do filho é emocionante. Ela está saindo da faixa vermelha e recebendo a laranja”.
Airton Moreira, também prestigiou sua filha Brenda, durante a cerimônia. “Foi ótimo ver a Brenda crescer no caratê. Não só faz muito bem para a saúde, mas também é uma arte marcial que educa. Sinto que agora minha filha está muito menos agitada e ansiosa por conta das aulas”.
O atleta Lucas Neves, de 20 anos, que realiza a prática desde criança, finalmente conseguiu conquistar a tão sonhada faixa preta.
“A sensação de pegar a faixa preta é ótima, mas eu ainda tenho muito o que evoluir. A faixa preta é só o começo, agora eu quero fazer faculdade de Educação Física para continuar atuando nessa área.”, diz ele.