
Professores e diretores de 28 escolas estaduais do Rio Grande do Sul foram ouvidos nesta terça-feira pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. As manifestações se dividiram em dois assuntos: fechamentos de turnos e turmas nas escolas estaduais e a demissão de vigilantes. A mediação foi feita pela presidente da Comissão, deputada Sofia Cavedon (PT).
As políticas de educação do governo estadual foram questionadas e criticadas por todos que se manifestaram. Sobre o fechamento de turnos, a professora da Escola Estadual de Ensino Fundamental (EEEF) Nossa Senhora do Rosário, Mirian Torres, destacou o impacto para os jovens de Rosário do Sul. “A nossa escola também é um espaço que mantém os alunos longe da violência e das drogas. Em um único turno, é impossível fazer o atendimento e ter a estrutura física para atender 300 jovens. O fechamento é um crime contra a educação”.
Segurança
A demissão de vigilantes em algumas escolas estaduais também foi alvo de críticas de profissionais da educação. A professora Cristina Paiva, da EEEF Dom Pedro I, salientou a necessidade da presença do vigilante: “Com a retirada da vigilância nossa escola irá retornar ao ciclo de roubos e invasões”.
Para o Sindivigilantes do Sul, sindicato da categoria, o trabalho é, muitas vezes, desrespeitado e negligenciado. “Além de assegurar a segurança da escola, o vigilante também tem preparo para combater incêndios e prestar os primeiros socorros”, afirmou o secretário de Finanças do órgão, Luiz Henrique da Silva. O conselheiro do Sindicato, Marcos Barreto, foi um dos demitidos e reforça o trabalho de prevenção do profissional de segurança. “Onde os vigilantes estão presentes não há problema de violência nas escolas”.
A deputada Luciana Genro (PSol), que acompanhou as manifestações, defendeu a mobilização municipal como uma forma de pressionar as lideranças estaduais. “O drama que vocês nos trazem hoje é recorrente. Toda terça-feira recebemos escolas com problemas semelhantes ou piores. Isso só mostra o desmonte da escola pública no RS. É necessário que esta luta seja levada aos municípios, porque eles precisam pressionar o governo estadual”. A presidente do Sindicato dos Professores (CPERS), Helenir Aguiar Schürer, reiterou as posições da deputada. “Todos precisam estar unidos na defesa e proteção das crianças que querem estudar e merecem que a educação seja de qualidade”.
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