
A defesa de Bruno de Souza Rodrigues entrou com um pedido de habeas corpus nesta terça-feira (2), no Tribunal de Justiça do Rio, para evitar sua prisão. Ela argumenta que o suspeito pela morte do ator Jeff Machado não precisa estar preso para que a investigação tenha continuidade, e que ele colabora com a mesma, como na ação em que indicou o local onde estava enterrado o corpo da vítima.
Bruno teve a prisão decretada no dia 1º de junho e é considerado foragido da Justiça. Agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA) realizam diligências para tentar prendê-lo. O outro suspeito do crime, Jeander Vinícius, também teve a prisão decretada e foi preso na sexta-feira (2).
Nesta quarta-feira (3), Quem conversou com o advogado Jairo Magalhães, que representa a família do ator. O profissional explicou que a defesa de Bruno impetrou habeas corpus para o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, informando que ele colabora com as investigações e não haveria necessidade da prisão temporária dele.
"Essa solicitação [de habeas corpus] faz parte do trabalho profissional de defesa de qualquer pessoa que esteja sendo indiciada e na situação em que o Bruno se encontra", argumenta. "Mas toda decisão judicial de prisão pode ser questionada na esfera superior. A defesa do Bruno entendeu que a decisão da magistrada de primeiro grau não estava correta e, por isso, tenta uma modificação dessa decisão. Mas é importante frisar que, mesmo depois da decisão, o Bruno continua tumultuando a investigação", afirma.
"A forma do Bruno agir corrobora a necessidade dessa prisão. Ele desobedece uma ordem judicial, ele permanece foragido, não se apresenta, continua entrando em contato com testemunhas conforme o próprio Jeander, que é um dos indiciados também, relatou no depoimento dele. Ele entra em contato com jornalistas. Mesmo após o decreto prisional se furta e ainda se demonstra presente com o intuito de tumultuar as investigações", explica.
A Polícia Federal já incluiu em seus sistemas um alerta de que Bruno de Souza Rodrigues é procurado por suspeita de assassinato do ator Jeff Machado. Segundo a PF, não há registro de que Bruno tenha usado o passaporte nos últimos dias.
O advogado da família de Jeff, contudo, se preocupa com uma informação divulgada pela imprensa de que o suspeito teria um passaporte europeu, por ter dupla cidadania, por ser descendente de portugueses.
"Encaminhamos e-mail para as autoridades portuguesas, mas não acreditamos que ele tenha saído do Brasil. Acreditamos que ele se encontra aqui no país, escondido da Justiça, e desobedecendo ordem judicial, atrapalhando as investigações. O que só demonstra a clara necessidade, no nosso sentir, da prisão. Estamos muito serenos, confiamos na Justiça e aguardamos o resultado desse habeas corpus esperando que ele não seja aceito", afirma o profissional.