
A Polícia Federal (PF), em parceria com o Ministério Público Estadual, deflagrou nesta terça-feira (6) a Operação Coactum, com o intuito de investigar suspeitas de crimes eleitorais e outras práticas ilegais na administração pública na cidade de Bagé, Rio Grande do Sul. Os crimes investigados incluem a inserção de declaração falsa em prestação de contas eleitorais, o popular "Caixa Dois Eleitoral", além de peculato e organização criminosa.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na cidade, conforme decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS), a fim de reunir evidências sobre as alegações. Os esforços conjuntos da PF e do Ministério Público visam a garantir a transparência e a integridade do processo eleitoral e da administração pública.
Durante a investigação, descobriu-se um esquema de desvio, solicitação e exigência de uma parcela do salário dos servidores públicos por agentes ocupantes de cargos na Prefeitura Municipal de Bagé, prática conhecida como "rachadinha". Este crime, tipicamente associado à corrupção, envolve a apropriação indevida de salários por superiores hierárquicos, prejudicando tanto o erário quanto os servidores.
O nome "Coactum" foi escolhido para a operação devido ao seu significado, que remete ao caráter compulsório da contribuição, em uma alusão direta à prática da "rachadinha", na qual os servidores são muitas vezes forçados a entregar parte de seus salários.
As autoridades estão determinadas a prosseguir com as investigações para garantir a responsabilização de todos os envolvidos. O objetivo é coibir práticas ilegais e assegurar que as instituições públicas operem de acordo com os princípios da legalidade e da moralidade.
A Polícia Federal e o Ministério Público Estadual reiteram o seu compromisso com a defesa do Estado de Direito, a garantia da Justiça e o combate à corrupção em todos os níveis da administração pública.
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