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“SEMPRE AO SEU LADO”: Cão chora e acompanha velório de sua tutora

Dono da funerária, Jailson Santos escreveu um texto nas redes sociais contando como foi presenciar a despedida de Toy e Luzinete.

30/04/2021 21h38
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: Portal Agora no Vale
“SEMPRE AO SEU LADO”: Cão chora e acompanha velório de sua tutora

Prostrado diante do caixão de sua tutora que morreu após um infarto na cidade de Camaçari, na Bahia, um cão chamou a atenção de todos por lamentar a perda da dona por horas. Luzinete Lopes Diniz adotou o cãozinho Toy desde que ele era filhote, e o tratava como filho, conforme relato de moradores.

O velório ocorreu na casa de Luzinete. No início do funeral, o cão não deixava as pessoas se aproximarem do caixão. Segundo relatos na cidade, Toy acompanhava a idosa aos cultos e ao supermercado, e esperava a dona do lado de fora.

Dono da funerária, Jailson Santos escreveu um texto nas redes sociais contando como foi presenciar a despedida de Toy e Luzinete.

“O dia hoje amanheceu triste com o falecimento de dona Luzinete, Testemunha de Jeová, como era conhecida, pessoa muito querida. E o que mais estou impressionado é com o desespero desse cachorro da família, parecendo que estava entendendo que a dona estava falecida, chorando como se fosse uma pessoa quando perde um ente querido, não queria deixar ninguém chegar próximo ao caixão”, registrou o amigo da família nas redes sociais”.

“Sempre ao seu lado”

A história de Toy lembra o lamento de um cão no Japão que até virou o filme Sempre ao Seu Lado. Hachi-ko seguia o professor Ueno a todos os lugares, inclusive acompanhando-o à estação de trem de Shibuya toda manhã onde esperava por seu retorno até o final da tarde.

Porém um dia, em maio de 1925, o professor Ueno não voltou. Foi vítima de um infarto onde trabalhava. Hachiko foi doado pela viúva para alguns parentes do professor, entretanto ele escapava constantemente, aparecendo com frequência na sua antiga casa.

Depois de um certo tempo, aparentemente Hachi-ko se deu conta de que o professor Ueno não morava mais ali. Então tornou a procurá-lo na estação de trem onde sempre o esperava enquanto ele ia trabalhar. Dia após dia ele aguardou pelo retorno do seu amigo e mestre entre os apressados passageiros que desciam do trem.

A figura permanente do cão à espera de seu dono atraiu a atenção de alguns transeuntes. Muitos deles, frequentadores da estação de Shibuya, já haviam visto Hachiko e o Professor Ueno indo e vindo diariamente no passado. Percebendo que o cão esperava em vão a volta de seu mestre, ficaram tocados e passaram então a trazer pestiscos e comida para aliviar sua vigília.

Por aproximadamente 10 anos contínuos o devotado Hachi-ko retornava a estação de trem de Shibuya, mais precisamente no horário do desembarque do trem em que Ueno chegava, na esperança de encontrar seu mestre. Hachi-ko fez isto até a sua morte em 8 de Março de 1935.

Um reconhecido artista japonês esculpiu a estátua do cachorro, a fama se espalhou e a raça Akita cresceu em popularidade.

Por causa desse zelo, o Akita se tornou Patrimônio Nacional do povo japonês, tendo sido proibida sua exportação. Se algum proprietário não tiver condições financeiras de manter seu cão, o governo japonês assume sua guarda.

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