Quarta, 29 de Julho de 2026
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Polícia encontra pelo menos 58 corpos em seita que defendia 'jejum até a morte' no Quênia

Investigação em floresta revela possível vala comum; líder da seita está preso e enfrentará audiência no início de maio

Por: Redação Acontece no RS
24/04/2023 às 22h46
Polícia encontra pelo menos 58 corpos em seita que defendia 'jejum até a morte' no Quênia
EFE/EPA/STR

Nesta segunda-feira (24), autoridades do Quênia confirmaram a descoberta de 58 corpos de pessoas suspeitas de integrar uma seita que incentivava os seguidores a jejuar até a morte. O chefe da polícia, Japhet Koome, afirmou que o número inclui "os corpos exumados e os que morreram a caminho do hospital".

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A investigação teve início no dia 14 de abril, quando a polícia foi alertada sobre uma possível vala comum na floresta de Shakahola, perto da cidade costeira de Malini. Foram encontrados restos mortais de quatro membros da seita e 11 pessoas foram resgatadas e hospitalizadas. Nos últimos três dias, mais corpos foram localizados, e as autoridades acreditam que ainda devem encontrar mais vítimas na área.

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Vários integrantes da seita ainda estão escondidos no local, embora 29 pessoas já tenham sido resgatadas. Uma mulher encontrada no último domingo (23) se negou a receber ajuda e ingerir alimentos, desejando continuar seu jejum até a morte. Hussein Khalid, membro da organização Haki Africa, que alertou a polícia sobre as atividades da seita, pediu ao governo nacional o envio de tropas para resgatar outras vítimas.

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Homens vestidos com uniformes brancos e máscaras seguem escavando a terra em busca de outros corpos. Mídia local informa que Makenzie Nthenge, líder da seita, havia sido detido e indiciado no mês passado após a morte de duas crianças por inanição. Entretanto, ele pagou fiança e foi liberado. Nthenge se entregou à polícia em 15 de abril e aguarda audiência judicial no dia 2 de maio. Seis de seus seguidores também foram presos.

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