Quarta, 29 de Julho de 2026
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Eduardo Leite lamenta ataque em Blumenau e sugere mudanças na segurança escolar do RS

Em entrevista ao Morning Show, governador defendeu que Estado reforme projetos arquitetônicos das escolas e ofereça programas de formação e defesa para professores e funcionários

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Jovem Pan
06/04/2023 às 21h00
Eduardo Leite lamenta ataque em Blumenau e sugere mudanças na segurança escolar do RS
Reprodução / Jovem Pan News

Nesta quarta-feira, o programa Morning Show recebeu Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Em entrevista, ele lamentou o ataque à creche em Blumenau e afirmou que a secretaria da Educação do RS está se movimentando para evitar crimes parecidos no Estado. “O poder público precisa dar suporte para situações que se apresentem nessa medida. O que eu determinei não é fora da realidade do Brasil. No Rio Grande do Sul não tivemos casos, mas temos que começar a pensar”, disse. “Minha percepção é que se deve ter orientação para as equipes, como não era realidade até aqui, de determinados procedimentos padronizados de controle de acesso de pessoas. Intervenção arquitetônica, de arquitetura e engenharia: eventualmente as escolas não estão preparadas para bloquear o acesso das pessoas. Portão com acesso quase livre, tranquilo, vai ter que identificar isso”, descreveu.

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Eduardo ainda prestou solidariedade ao governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, e ao prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt. “O Rio Grande do Sul se coloca à disposição no que puder ser feito de apoio. Nós todos estamos chocados, fui prefeito quando teve o episódio lamentável da Boate Kiss. A gente se coloca no lugar do prefeito, da cidade, da sociedade. Todos nós estamos consternados com essa notícia. Consigo imaginar a dor que estejam sofrendo nesse momento, todo nosso abraço a eles”, lamentou. Para o governador, crimes como o de Blumenau exigem uma reflexão conjunta entre segurança pública e saúde mental. “Não tem como dizer que o dia é bom quando amanhece com uma notícia dessas, até atrapalha nosso raciocínio para todos os temas. Entendo a indignação, acho que a gente precisa discutir punição severa para quem comete um crime bárbaro como esse. Não tenho convicção que seja pena de morte, mas o ponto também é o seguinte: boa parte de crimes ocorridos são falhas coletivas. A sociedade falhou, na verdade. Nós falhamos coletivamente como sociedade. Descarregar toda a carga sobre a pessoa individualmente, ignorando que há uma falha coletiva. Nesse caso é a saúde mental”, refletiu.

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No Brasil, em menos de um mês, duas tragédias aconteceram em escolas. Em Blumenau, quatro crianças foram mortas por um agressor de 25 anos em uma creche nesta quarta-feira, 5. Em São Paulo, na semana passada, um adolescente matou uma professora a golpes de faca em uma escola pública da zona oeste da capital. Para Leite, a imprensa e a sociedade têm um papel indispensável na repercussão dos crimes. “Um dos primeiros pontos até envolve a própria imprensa. Algumas dessas pessoas buscam notoriedade através de uma ação absolutamente deplorável como essa. De alguma forma isso envolve uma compreensão de todos nós, para não dar a essas pessoas o que elas querem, que é a mídia e alguma notoriedade. É um incentivo que se dá”, argumentou. Por outro lado, o governador ainda descarta a presença total de policiais nas escolas. “Você tem escola de manhã, de tarde e de noite. Você está falando sobre revezamento de turnos que vai demandar mais de 5 mil policiais. O Estado tem 17 mil policiais, o custo é inviável. Em alguns casos pode ter, se necessário. Escola é para ter prazer de estar lá”, concluiu.

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