
Sete pessoas foram condenadas pela Justiça de Lajeado, cidade a cerca de 100 km de Porto Alegre, por fraudes durante a produção de água mineral, descobertas após investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), que resultaram na Operação Gota D'Água, em 2016. A operação constatou que a empresa vendia água contaminada, envasada em péssimas condições de higiene. Os lotes precisaram ser retirados do mercado.
O grupo foi responsabilizado por 932 milhões de litros do produto, intencionalmente e de forma organizada, com presença acima do permitido da bactéria pseudomomas aeruginosa, coliformes totais, limo, mofo e sujeira.
Dois dos sócios e um funcionário da fabricante foram presos durante a operação, já que a Justiça constatou que eles tinham conhecimento, através de laudos encomendados pela própria empresa, que havia contaminação por bactérias. O local foi interditado.
A operação foi deflagrada em Progresso, onde ficava a sede da empresa, e também em Lajeado, Porto Alegre e no estado de Pernambuco.
A decisão judicial que os condenou é da última sexta-feira (30). A Justiça entendeu que os réus se associaram, de forma ordenada e caracterizada pela divisão da tarefas, para obter vantagens financeiras.