Quarta, 29 de Julho de 2026
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Justiça de Lajeado condena sete pessoas por fraude na produção de água mineral

Conforme operação do Ministério Público, fabricante produziu mais de 900 milhões de água com coliformes, bactéria, sujeira e mofo. Um dos denunciados faleceu durante o processo e teve a punibilidade extinta.

Por: Redação Acontece no RS Fonte: G1 RS
03/09/2019 às 21h58
Justiça de Lajeado condena sete pessoas por fraude na produção de água mineral
Fábrica em Progresso foi interditada em 2016, durante operação que também prendeu sócios e funcionário — Foto: Marjuliê Martini/MP-RS

Sete pessoas foram condenadas pela Justiça de Lajeado, cidade a cerca de 100 km de Porto Alegre, por fraudes durante a produção de água mineral, descobertas após investigação do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS), que resultaram na Operação Gota D'Água, em 2016. A operação constatou que a empresa vendia água contaminada, envasada em péssimas condições de higiene. Os lotes precisaram ser retirados do mercado.

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O grupo foi responsabilizado por 932 milhões de litros do produto, intencionalmente e de forma organizada, com presença acima do permitido da bactéria pseudomomas aeruginosa, coliformes totais, limo, mofo e sujeira.

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  • Quatro são sócios-proprietários da empresa, apontados como culpados por organização criminosa, falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de substância ou produtos alimentícios. Eles foram sentenciados a oito anos e dois meses de prisão;
  • Outros dois são funcionários da empresa, considerados culpados por organização criminosa. Eles foram condenados a três anos e seis meses de detenção, mas tiveram a pena substituída por prestação de serviços à comunidade;
  • O último denunciado, que atuava como coordenador regional de saúde e que respondia por prevaricação, faleceu durante o processo e teve a punibilidade extinta;
  • Uma mulher denunciada foi absolvida.

Dois dos sócios e um funcionário da fabricante foram presos durante a operação, já que a Justiça constatou que eles tinham conhecimento, através de laudos encomendados pela própria empresa, que havia contaminação por bactérias. O local foi interditado.

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A operação foi deflagrada em Progresso, onde ficava a sede da empresa, e também em Lajeado, Porto Alegre e no estado de Pernambuco.

A decisão judicial que os condenou é da última sexta-feira (30). A Justiça entendeu que os réus se associaram, de forma ordenada e caracterizada pela divisão da tarefas, para obter vantagens financeiras.