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Geral Cotiporã / RS

Atropelado em Cotiporã, bento-gonçalvense pede mais respeito aos ciclistas

O ciclista foi levado ao hospital de Veranópolis, onde constatou que seu ombro havia deslocado e seu osso havia trincado.

14/04/2021 10h31
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Por: Redação Acontece no RS Fonte: PORTAL SERRANOSSA
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Marcio Accorsi andava sozinho de bicicleta no sábado, 10/04, em uma estrada de chão em Cotiporã, quando foi atingido por um veículo Verona, de cor vermelha. O motorista fugiu do local e não prestou socorro

No sábado, 10/04, o ciclista Marcio Accorsi, mais conhecido pelo apelido Codorna, saiu de casa com destino à cidade de Santa Tereza, mas decidiu mudar o roteiro no meio do caminho. “Tinha tudo para ser um dia daqueles”, recorda. Foi por volta das 11h, quando pedalava em uma estrada de chão em Cotiporã, em direção à cascata dos Marins, que ele foi atingido por um veículo Verona, de cor vermelha. “Eu tentei desviar para a valeta, mas não consegui evitar o choque”, conta Accorsi.

Marcio estava sozinho e acabou colidindo contra o para-brisa do veículo, ficando ferido nas pernas, costas, cabeça e braço esquerdo. O motorista chegou a descer do carro, mas na sequência fugiu do local sem prestar socorro. “Eu falei: ‘cara, o que tu fez? Me ajuda a levantar’, e ele não falou nada. Entrou no carro de novo e arrancou patinando, inclusive me jogando pedra”, recorda o ciclista.

Outro veículo passou no local alguns minutos depois e o motorista se deslocou até a cidade para chamar uma ambulância. Entretanto, foram cerca de 20 minutos que Marcio esperou sozinho e com dor. “É a pior sensação do mundo. Uma sensação de abandono, de medo. Eu me arrastei até a valeta e pensei: vai ter que passar alguém”, conta.

O ciclista foi levado ao hospital de Veranópolis, onde constatou que seu ombro havia deslocado e seu osso havia trincado. “O médico falou que daqui duas semanas já estou melhor, mas não vou poder voltar a andar de bike logo”, diz Marcio.

Após o acidente, o ciclista pediu ajuda no Facebook para localizar o veículo e o motorista. Com a força do impacto, ele acredita que seu celular acabou entrando no carro pelo para-brisa. A polícia conseguiu encontrar o carro, cerca de 800 metros do local do acidente. “Os policiais me pediram para ir até lá com eles fazer algumas fotos e, surpreendentemente, o cara que me atropelou apareceu na carona de um veículo que transitava por ali”, conta.

O rapaz de cerca de 20 anos foi reconhecido no local e seu veículo foi recolhido. Ele ainda afirmou que não havia encontrado o celular do ciclista. Conforme Accorsi, a polícia informou que o motorista responderá por fuga e omissão de socorro, “mas eles me deixaram bem claro que não vai dar em nada”, lamenta o ciclista.

Após o acidente, Accorsi reflete sobre a importância do respeito aos ciclistas. “Eu só queria que ele tivesse parado, ligado para a ambulância”, comenta. “A gente não pode julgar ninguém, até porque têm ciclistas que também não respeitam os motoristas. Mas as pessoas têm que saber que aquela pessoa que está ali pedalando, tem um filho, uma mãe... uma família esperando por ele. Eu perdi minha mãe e irmã e não tinha coragem para ligar para o meu pai, de 85 anos. Não sabia como falar para ele sem o assustar. Tive que inventar uma história que quebrou a bicicleta. Então a gente só quer mais respeito”, pede.

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