Terça, 04 de Agosto de 2026
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Senadores prestam solidariedade a resgatados de trabalho degradante em vinícolas gaúchas

Durante a sessão deliberativa desta terça-feira (28), senadores prestaram solidariedade aos 207 trabalhadores que foram resgatados de trabalho degr...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: Agência Senado
28/02/2023 às 21h05

Durante a sessão deliberativa desta terça-feira (28), senadores prestaram solidariedade aos 207 trabalhadores que foram resgatados de trabalho degradante em vinícolas no estado do Rio Grande do Sul na semana passada. 

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o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e os senadores Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Jayme Campos (União-MT), Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Novo-CE) e Paulo Paim (PT-RS) se pronunciaram sobre o assunto. Eles também repudiaram as ofensas do vereador Sandro Fantinel, de Caxias do Sul (RS), contra os trabalhadores resgatados, em sua maioria oriundos do estado da Bahia.

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Na semana passada, ação conjunta da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho resgatou 207 trabalhadores terceirizados que estavam submetidos a trabalho análogo à escravidão em vinícolas de Bento Gonçalves (RS).

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Otto Alencar foi o primeiro e comentar o caso. Ele classificou as declarações do vereador Sandro Fantinel como xenofobia.

— O vereador se referiu a eles como pessoas que se portavam de forma irregular, ou seja, a vítima sendo tratada exatamente ao contrário do que deveria ser considerada. Eles foram levados para vinícolas do Rio Grande do Sul: 200 baianos e nordestinos tratados exatamente como escravos. Eu quero fazer esse registro de um caso xenofóbico típico de quem quer fazer um apartheid no Brasil — disse Otto.

O presidente Rodrigo Pacheco apoiou a manifestação de Otto.

— Esta presidência corrobora o pronunciamento de Vossa Excelência e manifesta igualmente o repúdio a esse tipo de atitude — afirmou Pacheco.

Por sua vez, o senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que a ofensa do vereador é um fato isolado que merece ser repudiado e que não representa o pensamento da população do Rio Grande do Sul.

Nascido na Bahia, o senador Magno Malta (PL-ES) também rejeitou a atitude do vereador.

— Atacar um povo por causa de um incidente? É deplorável. Ao meu povo da Bahia, aos meus conterrâneos, a minha solidariedade, solidariedade ao povo baiano e o meu repúdio a esse vereador e não ao povo gaúcho, que é um povo de bem — afirmou.

O senador Paulo Paim (PT-RS) acrescentou que o trabalho escravo ainda acontece em todo o Brasil e que mais de 2.500 trabalhadores foram resgatados de trabalhos degradantes ou análogos à escravidão em 2022.

— Este vereador não representa o povo do Rio Grande do Sul. Ele deveria pedir desculpas ao povo baiano. O povo do Rio Grande não pensa assim — disse Paim.