
Existem alguns jogadores brasileiros que são conhecidos por estarem sempre de cada nova. A cada vez que você liga a TV e se depara com o atleta, percebe que ele está em uma equipe diferente. Um dos exemplos mais claros desses, atualmente, é o do atacante Wellington Paulista - que, praticamente de ano em ano, atuou por um novo time.
Apesar de ser conhecido também como um jogador que praticamente não para em um único clube, o fato é que o atacante Wellington Paulista tem bons números ao longo de sua carreira. Em alguns times fez temporadas consideradas excelentes e, até mesmo, acumulou alguns títulos entre tantas idas e vindas.
E é justamente sobre as melhores temporadas da carreira desse jogador que, de tempos em tempos, volta a se destacar no futebol brasileiro, que iremos tratar no artigo de hoje. Afinal de contas, por onde o Wellington Paulista passou, será que ele realmente deixou lembranças ou marcas positivas?
O fato é que o início de carreira de Wellington Paulista foi bem apagado - para não dizer ruim. Ele foi formado nas categorias de base do Juventus de São Paulo e, logo em seu segundo ano como profissional, acabou sendo vendido para o Paraná. Lá, no entanto, não se destacou nem um pouco.
Foram 22 partidas com a camisa do Paraná Clube e nem um gol sequer no mercado. Em seguida, ele voltou para a Juventus de São Paulo - e aí sim começou a “recuperar o futebol”. Na volta a sua equipe formadora, ele acabou marcando sete gols em 12 jogos disputados, chamando a atenção de um gigante paulista: o Santos.
Em 2006, Wellington Paulista foi contratado pelo Santos - e, apesar dos pesares, teve uma passagem bastante positiva. Ele disputou 35 partidas com a camisa do Peixe e anotou 10 gols nesse meio tempo. Não foi um goleador nato e nem nada do tipo, mas mostrou para muitos que era sim um bom atacante.
Se no Santos Wellington Paulista apresentou lampejos de um atacante marcador de gols, no Botafogo e no Cruzeiro ele acabou consolidando essas expectativas. O jogador chegou ao Fogão no ano de 2008, após uma breve passagem pela Europa. Os resultados não poderiam ter sido melhores em sua volta ao Brasil.
Com a camisa do Botafogo, Wellington Paulista disputou 60 partidas naquele ano, foi titular absoluto em um dos maiores clubes do Rio de Janeiro e do Brasil. E fez valer a titularidade, afinal de contas, nesse meio tempo ele marcou 28 gols - a melhor marca da sua carreira até os dias de hoje.
No ano seguinte, o atacante acabou sendo vendido para o Cruzeiro - e conseguiu ser ainda melhor, no fim das contas. Em seu primeiro ano com a camisa da Raposa, ele marcou 25 gols em 45 partidas disputadas. Apesar de não ter feito mais gols do que na passagem pelo Fogão, a média foi ainda melhor.
Com exceção de uma breve passagem pelo Palmeiras, Wellington Paulista seguiu no Cruzeiro até o ano de 2012. Nesse meio tempo, ganhou dois Campeonatos Mineiros, disputou mais de 100 partidas e marcou mais de 60 gols - deixando uma boa impressão na torcida cruzeirense.
O fato é que Wellington Paulista é mais conhecido como um jogador de times brasileiros, sem “destaque” o suficiente para vagas em grandes equipes na Europa. Mesmo assim, em duas oportunidades ele chegou a vestir a camisa de times europeus - e clubes de renome, de certa forma.
Em 2006, ele acabou sendo contratado pelo Alavés, equipe da primeira divisão do Campeonato Espanhol. Ficou apenas uma temporada e meia no time da Espanha (uma inteira, se for parar para analisar corretamente). Nesse meio tempo, disputou oito partidas e marcou cinco gols.
Já em 2013, depois de ótimas temporadas com a camisa do Botafogo e do Cruzeiro, Wellington Paulista conseguiu subir de patamar. Ele foi jogar no West Ham, uma equipe bastante conhecida e respeitada na Inglaterra. Ficou por lá por menos de uma temporada - mas conseguiu fazer cinco gols.
A noção de “um clube por ano” da carreira de Wellington Paulista começou em seu retorno ao Brasil, em 2013. Do West Ham ele voltou para o país para vestir a camisa do Criciúma que, na época, disputava a Série A do Campeonato Catarinense. Foi campeão do estadual e, em 27 jogos, marcou 11 vezes.
No ano seguinte, no entanto, deixou a equipe de Santa Catarina e rumou a um gigante do estado ao lado: o Internacional de Porto Alegre. Com a camisa do Colorado, foi titular (quase que absoluto, pode-se dizer), disputando 45 jogos. Não foi tão artilheiro, mas ainda assim marcou 10 gols nesse período.
Depois disso, Wellington Paulista acabou tendo passagens por Coritiba (ainda sob empréstimo do Internacional), Fluminense, Ponte Preta e Chapecoense. Foi na Chape onde ele voltou a ter uma sequência um pouco mais longa de atuação. Para se ter uma ideia, em 2017, chegou a disputar 65 jogos com o clube de SC.
Em 2019, no entanto, deixou a equipe do oeste catarinense e rumou para mais um clube do Brasil - desta vez do nordeste. Foi contratado pelo Fortaleza e, lá, ficou por três temporadas - sendo titular absoluto e marcando mais de 10 gols por ano. Não foi artilheiro, mas foi importante para o Leão.
Com 39 anos de idade, Wellington Paulista hoje joga pelo América Mineiro. Ele foi contratado pelo Coelho em 2022 e fez 30 partidas no ano passado, sendo que ainda tem contrato ao longo de 2023 - e deve atuar como aquele reserva de confiança do técnico, que entra para botar fogo no jogo.
Dos três grandes de Minas Gerais, o único clube que Wellington Paulista não chegou a vestir a camisa foi o Atlético Mineiro. Passou por Cruzeiro e América-MG e, ao que tudo indica, deve encerrar a sua carreira em breve - visto que está chegando perto dos 40.