Quinta, 30 de Julho de 2026
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Kalil queria igrejas fechadas, afinal, prefere bar e uísque

Prefeito de BH tentou derrubar decisão que autoriza celebrações religiosas. Mas como se percebe num vídeo em que diz que "igreja é um saco", ele nã...

Por: Redação Acontece no RS Fonte: R7 - Celso Fonseca,Do R7
05/04/2021 às 16h45

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, é um daqueles políticos à moda antiga, tipo ainda comum no país. Vestindo o figurino populista, seduz o eleitor com seu estilo pretensamente despojado, sincerão e ligeiramente vulgar. No domingo (04), Kalil ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a liminar que permite celebrações religiosas presenciais durante a pandemia do coronavírus, concedida no sábado (03) pelo ministro Nunes Marques. Se queria holofotes conseguiu, a polêmica ocupou o noticiário deste ainda triste fim de semana de Páscoa, em que as pessoas queriam compartilhar momentos de fé, respeitando protocolos sanitários, autorizadas pela principal corte do país.

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Diante do episódio, uma entrevista do prefeito de Belo Horizonte ao programa Aqui com o Benja, apresentado pelo jornalista Benjamin Back para o canal a cabo Fox Sports voltou a ser lembrada e mostra bem que o prefeito é a pessoa menos indicada a julgar o assunto. Back pergunta a Kalil - que se diz católico - se ele é religioso. A resposta vem na lata, surpreendente bem ao seu estilo, "bateu levou":

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- Eu quando eu falo m Deus, começam a me chamar para igreja não, eu  gosto de bar de uísque, não chama para igreja, é um saco ir para igreja rezar

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Na época, em 2016, Kalil disputava a eleição para a prefeitura de Belo Horizonte com João Leite e conseguiu impedir na Justiça que o vídeo fosse utilizado na campanha do concorrente. O adversário acusava Kalil de não respeitar as religiões, mas a assessoria de imprensa do então candidato alegou que o vídeo foi editado fora do contexto. Fora do contexto parecem as opiniões de Kalil sobre quem - no momento da maior tragédia do país - é proibido, ainda que respeite todos os protocolos sanitários, de buscar algum conforto em templos e igrejas e ouvir palavras que acendam a fé num momento tão duro.

Assista ao vídeo: